por Matheus Simeão
Há alguns anos, assumi a missão de estruturar e liderar o departamento jurídico do Grupo Keep. De lá pra cá, minha rotina tem sido marcada pelo contato direto com uma das maiores dores do varejo: as perdas silenciosas que corroem o faturamento de quem trabalha certo, mas paga por erros que não cometeu.Entre essas dores, o chargeback se tornou um dos temas mais urgentes.
Criado para proteger o consumidor, o chargeback acabou se tornando — na prática — um mecanismo que, muitas vezes, penaliza o lojista honesto. Sim, aquele que emite nota fiscal, entrega o produto, cumpre o combinado e, mesmo assim, vê o valor da venda ser retirado da sua conta pela máquina de cartão.
É revoltante. E é comum.
No jurídico do Grupo Keep, passamos a encarar cada caso de chargeback como muito mais do que uma disputa técnica: enxergamos cada um deles como o reflexo de um desequilíbrio estrutural que precisa ser corrigido. E, mais do que isso, como uma oportunidade de defender aquilo que o varejista muitas vezes não tem tempo, estrutura ou respaldo jurídico para enfrentar sozinho.Todos os dias, nossa equipe mergulha em documentos, contratos, registros de entrega, assinaturas e notas fiscais. Buscamos as provas que demonstram que aquela venda foi legítima, validada por adquirente, operadora e bandeira — e que não cabe ao lojista arcar com o prejuízo de um sistema falho.
Na Rekeep, desenvolvemos uma metodologia própria para auditar os chargebacks aplicados indevidamente e solicitar a restituição dos valores, de forma documentada e com base contratual sólida.
Nosso foco é simples: desafogar as finanças de quem vende. Garantir que as margens, já pressionadas pelas taxas e pela concorrência, não sejam ainda mais reduzidas por erros que podem — e devem — ser corrigidos.
Esse é o papel que nos orgulha: estar ao lado de quem constrói o varejo todos os dias.